Triagem de embriões pode identificar mudanças genéticas e até disfunções

setembro 28, 2015
admin
O Diagnóstico Genético Pré-Implantacional  (PGD), é um teste usado para selecionar embriões normais do ponto de vista cromossômico ou genético. É feita uma biópsia de uma ou mais células do embrião e essas células podem ser testadas quanto ao número de cromossomos ou quanto a presença de algum gene específico.  

Essa seleção de embriões pode ajudar a apontar algumas síndromes como a síndrome de Edwards, síndrome de Down e a síndrome de Patau entre outras. Além disso, a seleção de embriões pode apontar doenças hereditárias. Com isso, doenças que passam de geração para geração podem ser abolidas com a escolha de um embrião saudável.

Há, porém, alguns casos em que a carga genética precisa 100% igual à de alguém que já nasceu, mas que precisa de ajuda para continuar vivendo. A seleção de um embrião que seja compatível com o de um irmão que precisa de transplante de órgãos ou células tronco tem a permissão do Conselho Federal de Medicina, que regulamenta a atuação para reprodução assistida no país. No entanto, somente casos excepcionais são atendidos para fins de reprodução. Isso causa uma felicidade dupla para os pais, pois vê a chegada de um novo membro para a família e que irá poder salvar a vida de uma criança que precisa de um cuidado mais que especial para viver. 

Outra modalidade de seleção genética embrionária é o PGS – “screening genético pré implantacional”. Essa técnica pode ser usada junto com a FIV visando a selecionar embriões cromossomicamente normais (verificar o número correto de cromossomos) em alguns grupos de pacientes, como: mulheres com idade avançada, com abortos de repetição ou que apresentam falhas de implantação de embriões aparentemente normais em repetidos ciclos de fertilização in vitro. No ser humano normal encontramos 23 pares de cromossomos. Esse tipo de análise não é válida como teste para doenças específicas – como fibrose cística por exemplo. Esse tipo de análise específica deve ser feita pela metodologia do PGD.

De qualquer forma, essas modernas tecnologias não são indicadas de rotina, mas podem ser úteis em casos selecionados.

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