Rejuvenescimento ovariano é nova e promissora técnica

agosto 21, 2018
admin

gravidez-folheto

Uma nova técnica, ainda em fase experimental, traz esperança às mulheres que querem ter filhos, mas entraram na menopausa precocemente ou já estão com idade mais avançada­. Trata-se da ativação in vitro (IVA, na sigla em inglês), também conhecida como rejuvenescimento ovariano. O procedimento tem sido usado em mulheres com baixa reserva ovariana, casos em que os ovários não apresentam óvulos em quantidade necessária para uma fecundação.

O rejuvenescimento ovariano consiste em retirar cirurgicamente parte do tecido ovariano para ativação folicular – fragmentos que serão tratados em laboratório e reimplantados na mulher. O método tem apresentado resultados promissores e permitido reverter o quadro de insuficiência ovariana de algumas mulheres. As experiências com rejuvenescimento ovariano têm feito com que algumas mulheres voltem a produzir óvulos (o que não se pensava ser possível até algum tempo atrás), e que podem ser usados em tratamentos como a da fertilização in vitro (FIV). Antes, elas dependiam de óvulos doados para engravidar.

No entanto, é importante destacar que nem todas as mulheres terão uma resposta positiva com essa técnica. Antes de qualquer coisa, é preciso procurar um médico especialista em reprodução humana para avaliar as possibilidades de tratamento.

Outro procedimento é o transplante uterino (TU), também usado em caráter experimental em casos de infertilidade causada por fator uterino, casos de pacientes com útero que não pode ser recuperado cirurgicamente ou pacientes com ausência do órgão (usência congênita ou retirados cirurgicamente por doença).

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), o fator uterino de infertilidade afeta 1 em cada 500 mulheres em idade fértil em todo o mundo. A cirurgia é longa e pode envolver riscos de rejeição, como qualquer outro órgão.

A FEBRASGO destaca ainda que o transplante uterino possui uma característica única dentre os transplantes: é temporário. O órgão é mantido até a paciente conseguir gerar o número de filhos desejados e então ele é removido por histerectomia ou por descontinuação da imunossupressão. O tempo restrito de permanência do útero transplantado minimiza os efeitos dos imunossupressores à longo prazo.

De todo modo, quanto mais as técnicas e estudos evoluem, mais há possibilidades de fertilidade.

Comentários

comentário(s)

No comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *