GRAVIDEZ APÓS TRATAMENTO DE CÂNCER DE MAMA

Ter um bebê após o tratamento de câncer pode ser uma decisão difícil. Normalmente a gravidez após o tratamento de câncer é segura para a mãe e para o bebê. Na maioria das vezes a gravidez não representa risco para reaparecimento da doença. Pesquisas mostram que 50% das mulheres jovens com câncer de mama relatam desejo de gravidez após o término do tratamento, mas na prática somente cerca de 10% engravidam.

Ter a oportunidade de decidir sobre a vitrificação dos óvulos ou embriões é muito importante. Estudos mostram que as mulheres com câncer de mama que tiveram a oportunidade de decidir sobre esse assunto mostraram-se mais confiantes e seguras, independente de qual foi a decisão tomada. É importante proporcionar essa oportunidade de opção pessoal.

Médicos e pacientes mostram-se preocupados com o ressurgimento da doença com a gravidez após o tratamento do câncer de mama, especialmente naquelas mulheres que tem receptores hormonais positivos para estrógenos. O receio é de que os hormônios da gravidez possam estimular o crescimento de células cancerígenas ocultas que ainda permanecem no corpo. Além disso, o tratamento hormonal pós cirurgia terá que ser interrompido para que a mulher possa ser liberada para engravidar.

Alguns estudos mostram que a gravidez não deve ser desencorajada após o câncer de mama, mesmo naquelas com receptores hormonais positivos. Os parâmetros de controle da doença foram semelhantes nas pacientes que engravidaram quando comparadas com as que não engravidaram. Entretanto médico e paciente devem decidir quanto tempo aguardar antes de permitir a gravidez, baseado no risco de recidiva de cada paciente especificamente.

Alguns médicos recomendam aguardar 2 anos após o término do tratamento do câncer de mama para tentar engravidar. O melhor intervalo de tempo para aguardar não é claro, mas 2 anos parece tempo suficiente para ocorrer alguma recidiva precoce da doença que possa afetar a decisão de ficar grávida.

Engravidar é uma decisão pessoal. Mas conversar com seu médico e considerar seus fatores de risco envolvidos pode ajudar a tomar a melhor decisão.

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