Fertilização de casais homoafetivos

julho 01, 2016
admin

Casais homoafetivos podem e têm o direito de ter filhos. E cada vez mais a medicina e a legislação avançam no sentido de auxiliar no alcance deste sonho.

Em 2015, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma resolução normatizando a reprodução assistida de casais homoafetivos. Desde então, temos realizado cada vez mais procedimentos para casais com este perfil.

Casais de mulheres

Uma delas poderá ter seu óvulo fecundado e ela mesmo continuar a gravidez. Se preferir, o óvulo de uma pode ser introduzido no útero da parceira, para que as duas tenham participação no processo. O sêmen pode ser buscado num banco de sêmen.

Já a doação compartilhada permite a uma mulher que não pode produzir óvulos custeie o tratamento de outra que também quer engravidar. Em troca, a doadora cede parte de seus óvulos. Assim, duas mulheres que não podiam engravidar – uma por falta de condições financeiras e a outra por não conseguir produzir óvulos viáveis — podem se tornar mães, mas nunca se conhecerão.

Dois homens

Já casais formados por dois homens têm que procurar uma mulher na família para levar adiante a gestação. O CFM estabelece que o “útero de substituição”, ou a conhecida “barriga de aluguel” deve vir de um familiar distante por no máximo quatro graus de parentesco: irmã, mãe, avó, tia ou prima.

O mais importante, porém, continua sendo a boa vontade, amor e planejamento familiar para receber um bebê em casa. Tudo isso, também vejo sempre no consultório, principalmente de casais homoafetivos.

 

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