Descrevendo um pouco a síndrome dos ovários policísticos

março 23, 2017
admin

A síndrome dos ovários policísticos atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. Ela basicamente envolve um desequilíbrio hormonal na mulher, associado a uma alteração no metabolismo dos carboidratos e sobretudo aumentando a produção de hormônios masculinos. Com este quadro, há consequências para a fertilidade e doenças cardiovasculares, como consequência do aumento da gordura visceral, excesso de pelos no corpo, surgimento de acne, maior oleosidade da pele e queda de cabelos.

Todo este desequilíbrio faz com que o organismo passe a produzir os hormônios em maior quantidade, aumentando a possibilidade do aparecimento de cistos no ovário e interferindo no processo de ovulação.

As mulheres que tem esta síndrome ovulam com menor frequência costumam ter ciclos menstruais irregulares, a menstruação aparece a cada dois ou três meses.

Tratamento

A boa notícia, como sempre gosto de antecipar, é que há tratamento sim para a síndrome do ovário policístico. Tudo começa pela paciente. Correção de distúrbios alimentares, combate ao sedentarismo, diminuição dos açúcares e colesterol.

O mais simples e mais conhecido tratamento é a utilização da pílula anticoncepcional, que regulariza os ciclos menstruais e ainda ajuda a amenizar os desconfortos causados pela acne. É bastante usada para a mulher que está numa fase em que não deseja gravidez.

O distúrbio menstrual, para começar a colaborar para o desejo da mulher de engravidar, é possível de ser corrigido com a indução da ovulação com medicamentos. Grande parte das mulheres responde bem ao tratamento e consegue engravidar. Se necessário, também podemos partir para a Fertilização In Vitro.

Diferença entre cistos no ovário e ovários policísticos

A diferença entre cisto no ovário e ovários policísticos está no tamanho e no número de cistos. Na síndrome dos ovários policísticos, existem pequenos cistos em grande quantidade. Já os cistos de ovário são únicos e maiores.

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