A fertilização em vitro não é um tratamento destinado apenas para infertilidade, essa tecnologia pode ser usada para tratar outros problemas. Conheça alguns deles!

maio 02, 2019
admin

A fertilização em vitro é uma técnica que ganhou notoriedade no final da década de 1970 e deu esperança a mulheres que tinham dificuldades na fertilização. No entanto, sabe-se que não é um tratamento destinado apenas para infertilidade, já que essa tecnologia pode ser usada para tratar outros problemas. Conheça alguns deles!

Entenda a fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução que consiste na fecundação do óvulo com o espermatozoide em um processo laboratorial. Foi utilizado com sucesso pela primeira vez em 1978 e se tornou um método muito seguro para mulheres que desejam engravidar, mas encontram dificuldades de fertilização.

O processo consiste inicialmente na estimulação dos ovários com o auxílio de medicamentos para a liberação dos óvulos. Em seguida, eles são captados via vaginal por meio de punção, em que a paciente está sob anestesia. Depois, acontece o processo de fertilização dos gametas feminino e masculino, seja pelo método clássico (em que os espermatozoides são colocados em volta da célula) ou inserido por uma agulha.

A partir disso, acontece a cultura dos embriões, em que os mesmos são mantidos em uma incubadora sob condições ideais para desenvolvimento por alguns dias. Por fim, acontece a transferência das células fecundadas, em um processo indolor com auxílio de um cateter.

Aqui, vale uma ressalva. Ainda que muitas pessoas pensem na inseminação artificial como um sinônimo, é um processo bastante distinto em relação à fertilização in vitro. Nesse método, a ovulação da paciente é induzida por meio de medicamentos, que resultam na formação de folículos com óvulos. Então, o sêmen é coletado e transferido para o interior do útero, sendo que os espermatozoides devem chegar até as tubas uterinas e realizar o processo de fertilização natural.

Além da infertilidade

A fertilização in vitro é uma técnica indicada para os casos em que os métodos de concepção natural e os processos clínicos, como a inseminação artificial, não se mostraram eficazes. Tanto que, em seus primeiros anos de utilização, a FIV era indicada apenas para pacientes que apresentavam infertilidade por questões tubárias.

No entanto, o desenvolvimento da técnica, os resultados mais eficazes, as condições facilitadas de tratamento e a redução dos custos permitiram que a fertilização in vitro fosse indicada para outros problemas além da infertilidade. Um deles é a questão da idade avançada, já que, a partir dos 35 anos, a chance de concepção para mulheres é menor. Nesse caso, a estimulação ovariana é feita para quem ainda possui uma reserva de óvulos.

A FIV também é recomendada para mulheres que possuem endometriose, um distúrbio em que o tecido de revestimento uterino cresce fora do órgão. Ainda que não haja comprovações científicas de que essa condição causa infertilidade, são comuns os casos em que a mulher encontra dificuldades para engravidar.

Além disso, a fertilização in vitro pode ser indicada em outros casos que dificultem a fecundação: obstrução ou danos das tubas uterinas (seja natural ou por laqueadura), baixa qualidade ou número reduzido de óvulos ou a chamada infertilidade sem causa aparente (ISCA).

De olho no parceiro

É importante salientar que o homem também pode apresentar certas condições que dificultem o processo – como alterações no sêmen, problemas relacionados aos espermatozoides (baixa concentração, forma inadequada ou motilidade reduzida). Seja qual for a situação, procure um especialista caso esteja com dificuldades em engravidar.

Quer saber mais sobre processos de fertilização e temas relacionados? Acesse nosso blog e veja outras matérias de qualidade feitas pelos nossos especialistas.

Comentários

comentário(s)