Participação em Congresso Europeu mostra que Fertilivitá utiliza técnicas de ponta em Reprodução Humana e Embriologia

agosto 24, 2017
admin

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Dez mil médicos. Este foi o número de participantes da 33ª edição do Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE 2017) – um dos mais importantes do mundo –, que aconteceu em julho, em Genebra, na Suíça. E eu tive o orgulho de estar lá. E o mais importante: as técnicas utilizadas por nós, da Fertilivitá, são as mesmas de ponta apresentadas na Suíça.

Além de palestras, apresentação de trabalhos, discussão de casos clínicos e temas controversos em reprodução humana, o evento contou com a apresentação de vídeos de cirurgias, além da transmissão ao vivo de procedimentos cirúrgicos. Participar de eventos desta magnitude e poder ter contato com profissionais renomados de todo o mundo me deixa muito contente. E fico mais feliz ainda ao perceber que a Fertilivitá trabalha alinhada ao que há de mais moderno na medicina mundial. Com isso, fica mais fácil devolver a esperança de ter um filho a pessoas que sofrem com os mais diferentes problemas.

Novidade: ativação de folículos ovarianos de mulheres na menopausa

A falência ovariana prematura acontece em mulheres com menos de 40 anos de idade que perdem a função dos ovários, levando a falta de menstruações e alterações hormonais iguais às da menopausa e infertilidade, devido à falta de ovulação. Até recentemente, o único tratamento disponível era a doação de óvulos para esses casais alcançarem a gravidez. Recentemente, um grupo de pesquisadores mostrou três nascimentos de bebês saudáveis (o último deles nascido em maio de 2017) e mais outras três gestações ainda em andamento em mulheres nestas condições, por um tratamento denominado de ATIVAÇÃO OVARIANA IN VITRO.

Foi realmente uma revelação surpreendente! O processo é ainda complexo e envolve a retirada da camada superficial do ovário por meio da laparoscopia, fragmenta o tecido retirado, promove a ativação celular através de substancias “ativadoras” e reimplanta esse tecido no próprio ovário ou em alguma região adjacente ao útero. Experiências iniciais realizadas em animais mostrou que a técnica é efetiva e os primeiros resultados já em seres humanos também são animadores.

Atualmente, três Centros de Reprodução ao redor do mundo têm utilizado essa técnica, mas a perspectiva é que em poucos anos esse tratamento seja aprimorado em seu processo e possa ser realizado de maneira mais simples em diversos países.

Rekovelle

A Ferring Farmaceuticals aproveitou o evento do ESHRE 2017 e fez o lançamento do seu novo medicamento para estimulação da ovulação: o Rekovelle. Trata-se de uma gonadotrofina (hormônio de estimulação da ovulação) produzida pela tecnologia recombinante, à semelhança de outros produtos já existentes no mercado brasileiro como o Gonal, Puregon, Elonva e Pergoveris.

A expectativa é de que em cerca de um ano e meio a nova medicação já seja aprovada pela ANVISA para utilização em nosso país. Os primeiros estudos mostraram que a medicação tem eficiência comparável a de outras já existentes no mercado. Ainda não se sabe o preço de comercialização final e, uma vez que o custo dos medicamentos dos tratamentos de FIV é alto, pode ser que surja outra alternativa que favoreça a diminuição do custo total do tratamento.

Tratamento da Síndrome de Asherman

Essa doença é caracterizada pela aderência entre as paredes do útero, “colapsando” sua cavidade e com atrofia do endométrio (camada de revestimento interno do útero), portanto impedindo a gestação e o fluxo menstrual normal da mulher. Ela acontece em sequela a cirurgias intrauterinas como curetagens e retiradas de mioma, por exemplo, e pode ocorrer após quadros infecciosos uterinos como a tuberculose genital. Até recentemente, o tratamento era feito por endoscopia (histeroscopia cirúrgica) removendo as aderências entre as paredes, porém não havia nenhum tratamento aprovado para a regeneração do tecido do endométrio perdido por atrofia com a doença.

A palestra de Abertura do ESHRE 2017 foi justamente a apresentação da terapia de regeneração do endométrio usando células tronco da medula óssea capturadas de uma amostra de sangue e “reprogramadas” para realizar a regeneração desse tecido perdido. Os resultados mostram a regeneração do tecido em 2 meses após a terapia com células tronco. Ocorre o restabelecimento dos ciclos menstruais normais nos primeiros três meses e o retorno ao padrão menstrual normal da paciente em seis meses de tratamento. Três pacientes já engravidaram após essa técnica com o nascimento de dois bebês até o momento. Esta nova terapia é uma opção promissora nesses casos que anteriormente apresentavam-se como opções quase que incuráveis levando ao paciente recorrer ao útero de substituição caso desejasse gestação.

Vários outros assuntos interessantes foram abordados, mas procurei ressaltar os pontos mais relevantes desse encontro que reuniu cerca de 10.000 especialistas em Reprodução Humana e Embriologia de todas as partes do mundo.

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