Engravidei e perdi. Ainda posso ser mãe?

fevereiro 16, 2018
admin

child-1910306_1920

Menstruação atrasou e o coração começa a bater mais forte. Será? O teste comprado na farmácia apresentou duas linhas e o resultado foi confirmado positivo pelo exame de sangue e o ultrassom. Estou grávida! Engravidar e passar por um aborto é uma situação bastante traumática. Mas, na maioria dos casos, nem tudo está perdido e a mulher poderá engravidar novamente e ser mãe como sempre sonhou.

Abortos espontâneos são relativamente comuns de acontecer, 15% das gestações antes da 20ª semana, mas o número pode ser ainda maior se a mulher tiver idade avançada. A maior parte deles ocorre por alterações cromossômicas do embrião ou por malformação do feto e frequentemente ocorrem de forma aleatória. Abortos de repetição devem ser encarados de forma diferente. Ou seja, se você apresenta perdas gestacionais repetitivas deve passar por um especialista no assunto para uma investigação adequada. Deve-se entender por aborto de repetição quando ocorrem 3 ou mais perdas gestacionais consecutivas. Algumas doenças crônicas maternas, tais como diabetes descompensado, doenças tireoidianas descontroladas ou então problemas uterinos congênitos podem também podem levar ao aborto. Ainda, uma parte das causas de abortamento permanece desconhecida pela Medicina.

A partir da segunda perda consecutiva já pode ser recomendado procurar um médico com experiência em reprodução e gravidez de alto risco para que se faça investigação.

Principais exames que identificam as causas de aborto de repetição

  • Ultrassonografia transvaginal: visa avaliar o útero para malformações da estrutura uterina ou presença de miomas uterinos que distorçam a anatomia uterina de maneira importante.

  • Histeroscopia diagnóstica: visa avaliar o interior da cavidade uterina em busca de alguma possível malformação, como útero septado por exemplo.

  • Triagem infecciosa: coleta de exames sorológicos para detecção de agentes infecciosos como HIV, hepatites B e C, sífilis, toxoplasmose, rubéola, CMV, HTLV I/II, parvovírus, entre outros.

  • Pesquisa de trombofilias: visam avaliar se a mãe é portadora de alguma doença que possa aumentar a coagulação sanguínea e prejudicar o fluxo de sangue que vai para o embrião. A principal trombofilia responsável pelo abortamento de repetição se chama síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAAF) e é caracterizada por perdas gestacionais precoces e de repetição.

  • Cariótipo de sangue periférico paterno e materno: exame sanguíneo que analisa a estrutura cromossômica do pai e da mãe.

Abortos de repetição são tratáveis e a melhor indicação dependerá dos achados. Nos “posts” abaixo mencionados você pode ler mais sobre o assunto de cirurgias reprodutivas, onde problemas congênitos e adquiridos podem ser tratados de maneira minimamente invasiva (leia mais em Cirurgias reprodutivas podem ser a solução para a infertilidade . Medo de cirurgia? Técnicas minimamente invasivas diminuem riscos em geral ).

Quando, depois de um aborto, poderei engravidar novamente?

A maior parte das mulheres poderá voltar a tentar engravidar em 3 meses após a perda. Mas isso vai depender também do tempo de gestação em que a perda ocorreu e da causa que levou a perda gestacional se for possível de ser identificada. Procure voltar a tentar “a partir do momento em que se sentir preparada para tentar novamente e houver liberação médica”.

Lembre-se que um aborto é uma perda que pode gerar traumas e dores emocionais. Dê tempo até que haja clareza emocional e mental e que o medo de uma nova perda tenha sido controlado.

Fique tranquila, relaxe e aproveite a vida que, quando menos se esperar, o bebê chegará.

Comentários

comentário(s)

No comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>