Endometriose pode dificultar gravidez

agosto 07, 2015
admin
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A função do endométrio é preparar o útero para receber embrião. Quando não ocorre a fecundação, o endométrio descama, resultando na menstruação. Por motivos ainda não completamente esclarecidos o endométrio pode aparecer em locais anormais resultando numa doença chamada Endometriose. Os principais sintomas da endometriose são dor na região pélvica e infertilidade. Nem sempre esses dois sintomas estão presentes em todos os pacientes.

A endometriose atinge entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e pode levar até às vezes muito tempo para ser diagnosticada. No Brasil, aproximadamente 6 milhões de mulheres têm a doença, porém boa parte delas não sabem do problema, já que o sintoma mais comum é a cólica menstrual.

Além das cólicas fortes e dificuldade para engravidar, dor na relação sexual, dores espontâneas na região do útero, desconforto para evacuar (às vezes acompanhada de diarreia) ou para urinar durante o período menstrual também podem ser sinais da doença. Esses quadros se estabelecem porque, em caso de endometriose, o tecido que sangra pode provocar inflamação, dor e a formação de tecido cicatricial. Isso faz com que a doença progrida sobre órgãos e tecidos. Em casos mais sérios, as lesões podem ser irreversíveis.

Os principais objetivos do tratamento são aliviar a dor, reverter ou limitar a progressão da doença, preservar a fertilidade e evitar a recorrência da doença. O tratamento é sempre individualizado e leva em consideração o desejo da mulher em engravidar e o grau da doença.

Em alguns mulheres a cirurgia é indicada e feita por videolaparoscopia. Em muitos casos, a própria gravidez pode ser solução para a endometriose. Ainda não se conhece exatamente os motivos do desenvolvimento da doença, mas fatores imunológicos, genéticos e hormonais estão associados ao seu surgimento. O diagnóstico é feito pela análise do quadro clínico, através da presença dos sintomas da doença, exames de imagens e marcadores sanguíneos associados a presença da doença. Os principais exames de imagem são a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética. 

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