Conceitos Espaciais do Bebê

dezembro 08, 2014
admin
Babies with a toys

Sabe-se que atualmente que esse desenvolvimento acontece num ritmo bastante superior do que acontecia há umas décadas. Com efeito, antigamente, ele passava grande parte do tempo deitado na sua cama onde o ângulo de visão era muito limitado e com a evolução das últimas décadas, passou a ser transportado em cadeiras semi-reclinadas que lhe proporcionam uma visão muito ampla do espaço que o rodeia, contribuindo para um desenvolvimento mais rápido.

Nos primeiros 18 meses de vida existe apenas um espaço prático, diretamente ligado à ação do bebê, portanto existirão tantos espaços quanto as atividades que ele for executando. O bebê ignora que faz parte desse espaço, pois o espaço é uma propriedade da ação. A visão é, durante os primeiros meses de vida, o grande instrumento de construção dos conceitos, sendo por meio desse sentido que o bebé percepciona o mundo e se apropria do espaço.

Assim, é essencial estimularmos as capacidades visuais do bebê colocando no seu campo de visão objetos atrativos. Progressivamente, à medida que a criança toma consciência do seu corpo e começa a coordenar os movimentos dos olhos com os das mãos, inicia-se a coordenação dos diferentes espaços (visual, tátil e gustativo) até constituir um espaço único. Obtendo as suas próprias posições e deslocamentos no espaço (sentar, andar, correr, saltar…), adquiri uma noção mais adequada do espaço que a rodeia.

É fundamental que a criança possa explorar materiais que a ajudem a aumentar o conhecimento acerca do seu próprio corpo: estruturas de saltar, escorregar, balançar… Por volta dos dois anos de idade a criança já se reconhece como objeto dentro de seu espaço e já representa o espaço mentalmente, construindo a noção de objeto permanente: a criança compreende que os objetos continuam a existir mesmo quando estão longe do alcance da sua visão (procura um objeto escondido).

Por volta dos 3 anos, a criança já domina o espaço próximo, já se orienta no espaço e conhece os locais que para ela têm ligação afetiva; só que este domínio é unicamente sobre o espaço agido, a criança ainda não interiorizou a representação do espaço (é capaz de ir da sala à cozinha jogar um papel no lixo, mas se lhe perguntarmos qual a divisão próxima de onde ela está não é capaz de responder).

Como ajudar a Criança

  • Fazer jogos que impliquem o corpo e a experimentação de posições, direções e distâncias como – jogos de encaixe e de construção: puzzles, legos, caixas e tampas.
  • Materiais moldáveis: areia, barro, plasticina e massa de pão.
  • Atividades de rasgagem e colagem.
  • Encoraja-la a fazer as coisas sozinha, incentivando a resolução de problemas.
  • Promover um ambiente facilitador à criança.

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