Bebê que mama no peito pode ter inteligência maior

maio 15, 2015
admin
Fertilivita - Mais Inteligente

Que a amamentação garante vida saudável à criança, sobretudo nos primeiros anos de vida suprindo todas as suas principais necessidades, todos já sabiam. Agora, que pode garantir um futuro promissor, inclusive com QI mais alto que a média, essa é novidade para alguns.

Uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas e da Universidade Católica de Pelotas feita com 3.500 recém-nascidos amamentado por mais de um ano acompanhados por 30 anos mostrou que estes mesmos bebês, hoje adultos, têm maior QI, escolaridade e renda do que aqueles que não completaram um mês de alimentação com leite materno. O estudo foi divulgado agora em março no “The Lancet Global Health”

O trabalho dos pesquisadores mostra que o efeito é grande sobre a inteligência e o desenvolvimento cerebral na vida adulta. Os acadêmicos analisaram dados de todos os nascidos em 1982 nas maternidades de Pelotas. Em 2012, 68% deles (3.493) aceitaram ser entrevistados pelos cientistas, todos de diferentes classes sociais.

Os voluntários foram divididos em cinco grupos, de acordo com a duração do aleitamento.

Testes de QI e questões sobre renda e escolaridade dos participantes revelaram que, quanto mais longa a amamentação, maior o QI, a renda e a escolaridade dos indivíduos. Em relação aos dois extremos, os que mamaram por mais de um ano tinham escolaridade 10% maior e renda 33% superior do que aqueles amamentados por menos de um mês. A diferença de QI era de 3 pontos.

Claro que, apenas o leite materno não faz milagre, mas garante um ótimo começo. O que provavelmente influencia mais no desenvolvimento da inteligência é a presença de ácidos graxos saturados de cadeia longa no leite materno, essenciais para o desenvolvimento dos neurônios.

Outros pontos também influenciaram no desenvolvimento das pessoas pesquisadas. Além do óbvio maior vínculo entre a mãe e a criança, variáveis como nível de vida dos pais, a idade da mãe na data de nascimento do filho e o fato de ter fumado, ou não, durante a gravidez foram levados em consideração.

Com ou sem estudo, a amamentação é encorajada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que a considera um dos meios mais eficazes de garantir a saúde da criança. A recomendação mínima é de seis meses de leite materno. Segundo a OMS, menos de 40% dos bebês, em todo o mundo, passam por esse período de aleitamento materno.

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