Ainda na puberdade é possível identificar problemas ligados à infertilidade

outubro 27, 2015
admin
Identifique infertilidade ainda na puberdade

Durante a gravidez, alguns distúrbios ocorridos na fase de formação dos órgãos podem resultar em malformações do aparelho reprodutor feminino. Muitos desses problemas podem se manifestar logo após a primeira menstruação e durante a juventude da mulher, causando uma série de desconfortos.

Alguns problemas podem ser sanados com cirurgia ou amenizadas com outros procedimentos, mas as complicações à fertilidade são realidade em quase todas elas. Veja quais são algumas das principais malformações que podem afetar a fertilidade.

Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser – A genitália externa se apresenta em forma habitual, mas a vagina e o útero podem ser inexistentes ou conter apenas estruturas rudimentares, mas os ovários estão sempre presentes com seu funcionamento normal. A suspeita costuma surgir com a ausência de menstruação e impossibilidade do ato sexual em garotas adolescentes, entre 14 e 18 anos.

O tratamento tem o objetivo de dar uma vida sexual normal à paciente, mas o único modo de ter um filho com a carga genética da mãe é por meio de fertilização in vitro e útero de substituição.

Hímen imperfurado- Membrana que fecha a saída vaginal, impossibilitando a menstruação. Pode apresentar-se na puberdade como um quadro agudo de acúmulo de sangue menstrual na vagina. Uma cirurgia para abertura do hímen e exteriorização do fluxo menstrual pode ser necessária.

Septo vaginal transverso- Falha de canalização vaginal, que pode variar em espessura e localizar-se em qualquer nível da vagina. Os sintomas clássicos são a ausência de menstruação, dor cíclica na parte inferior do abdome e aumento gradativo de tumores em baixo ventre. O tratamento inclui a remoção do septo ou recanalização da vagina.

Septo vaginal longitudinal- Impede o ato sexual ou promove intensa dor. Um procedimento cirúrgico pode corrigir o problema.

Útero septado- É uma das anomalias mais comuns. É uma causa frequente de abortos de repetição, devido à vascularização reduzida no local do septo, dificultando a implantação e desenvolvimento da placenta. O tratamento é cirúrgico por endoscopia e remoção do septo anormal.

Útero didelfo- Causa a formação de dois úteros de proporções reduzidas, com dois colos uterinos e uma ou duas vaginas. Pode causar abortos, mas a colocação de pontos cirúrgicos pode fechar o colo do útero e impedir a perda fetal. Normalmente não apresenta sintomas.

Útero bicorno- Geralmente compromete somente a porção da parte superior do útero, mas pode se estender até o colo do útero. Pode causar abortos, mas a colocação de pontos cirúrgicos pode fechar o colo do útero e impedir a perda fetal. Na maioria dos casos essa anomalia geralmente não precisa de tratamento. Também se desenvolve normalmente sem sintomas, sendo diagnosticada em exames de rotina ou em casos de infertilidade.

Fique atenta!

As anomalias podem ser divididas em dois grupos: aqueles que não apresentam exteriorização do fluxo menstrual e os que apresentam fluxo menstrual normal. A falta de menstruação no fim da puberdade costuma gerar a primeira desconfiança de alguma anormalidade e um exame de ressonância nuclear magnética costuma ser efetivo para o diagnóstico dos dois grupos de malformações.

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