10 dúvidas mais comuns sobre congelamento de óvulos

abril 12, 2017
admin

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10 dúvidas mais comuns sobre congelamento de óvulos

Já falei aqui sobre a importância de a mulher congelar óvulos, porque quando jovem, a qualidade e quantidade dos óvulos é sempre superior. Agora quero ajudar a resolver as principais dúvidas sobre o tema. Vamos lá?

- Existe uma idade limite para congelar os óvulos?
Não. No entanto, ela precisa estar ciente de que passar pelo procedimento depois dos 40 anos vai resultar no congelamento de um óvulo mais velho, que pode não se tornar um embrião.

- Por quantos anos esse óvulo pode ficar congelado?
Não existe um tempo limite. O congelamento, quando bem-feito, preserva as características do óvulo, que pode ser utilizado anos mais tarde. Depois de congelado, o óvulo não envelhece mais e suas características são mantidas.

- Se não utilizar o óvulo e não quiser mantê-lo mais, o que posso fazer?
Nesse caso é possível descartar o óvulo após 5 anos, já que ele é apenas um gameta, como aquele descartado pela mulher todo mês. Se ela quiser, pode doar para pesquisa, mas terá de preencher um termo dizendo que abre mão daquele óvulo.

- Quais são os métodos de congelamento mais usados?
Existem dois principais métodos: o congelamento lento e o congelamento rápido ou a vitrificação. O primeiro vai diminuindo a temperatura gradualmente, depois da inclusão do frio protetor, substância que entra na célula. Já na vitrificação, o processo de congelamento é rápido, o óvulo é submetido a baixa temperatura de forma abrupta.

- Quando o congelamento de óvulos é indicado?
O congelamento do óvulo é indicado em algumas situações. São elas:
– para casais que obtiveram óvulos em excesso durante um processo de fertilização in vitro
– no caso de mulheres que passarão por quimioterapia ou radioterapia
– mulheres com histórico de menopausa precoce entre os familiares
– mulheres com 35 anos, sem parceiro, que desejem conservar sua fertilidade

- Existem riscos no processo?
A mulher passa por uma estimulação hormonal, na qual recebe hormônios para produzir mais óvulos em um mesmo ciclo. Esse processo pode gerar alguns eventos adversos, como reação ao uso de hormônios ou ainda a produção exagerada de óvulos, chamada de síndrome do hiper estímulo ovariano. Com isso, pode ocorrer um distúrbio metabólico pelo acúmulo de líquido no abdome, um dos sintomas é a dor abdominal. No entanto, todas essas complicações podem ser contornadas pelo médico que acompanha a mulher, sendo que esse risco é mínimo nos dias de hoje.

Se o início do procedimento transcorrer sem problemas, é realizada a captura dos óvulos, via vaginal, com anestesia. Um ultrassom guia a agulha, que é introduzida na vagina até os ovários, onde os óvulos são aspirados.

- Quantos óvulos devo congelar?
Um número bom, uma reserva suficiente, é de 10 a 15 óvulos. Mas tudo depende dos objetivos da mulher ou do casal envolvido no procedimento.

- Há diferenças na gravidez de um óvulo comum e de um óvulo congelado?
Não há diferença na gravidez em si.

- Não vou usar meus óvulos congelados. Posso doá-los para alguém da minha família?
Não, isso não pode ser feito. A doadora não pode escolher para quem doar, porque essa doação deve ser sigilosa.

Quem doa não sabe quem será a receptora e vice e versa.

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